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Depois de Ver... 50 Tons de Sociedade

  • 7 de jul. de 2016
  • 2 min de leitura

“Vivemos em uma sociedade de classes”, com certeza você já ouviu essa frase clichê em seu ensino médio. Porém ela representa bem o meio social, sobretudo no Brasil da atualidade. Há uma hierarquia clara de privilégios, de poder, de dinheiro (que é praticamente sinônimo do anterior), que é comumente retratada. Mas há também uma hierarquia de violência de subjugo, muitas vezes esquecidas, e que só voltam à tona quando se é escandalizado pelas manchetes de violência, tão comum nos guetos, beco e favelas.


Mas é salutar não tratar todas as manifestações, e ações contra o poder estabelecido, como uma minoria igual e carente das mesmas necessidades.


Ainda no período da escravatura, era comum ter alguns negros usados como braço de ferro dos senhores de terra. Eram homens “libertos” que subsistiam entre dois mundos. Não faziam parte da casa grande por não se encaixaram nos padrões físicos exigidos, nem eram tratados como escravos. Viviam no limiar desta relação de oprimido e opressor. Coexistência do oprimido e opressor em uma mesma figura, pode soar estranho em uma análise superficial, mas ela é mais do que válida.


Quando se caracteriza a sociedade como dividida em classes, pouco se pensa nas camadas destas. Etnia, gênero, classe social, religiosidade, orientação sexual... Criam uma infinidade de subgrupos que, conforme dito antes, geram uma divisão clara tanto entre as diferenças, quanto nos sujeitos do ambiente social.


Cunhado no início do século 19, o conceito de interseccionalidade, traz exatamente esta relação. Comumente abordado dentro do feminismo, principalmente a partir da década de 80, o termo se refere à individualidade das questões discriminatórias. Traz a ideia que dentro dos grupos oprimidos há também opressores. Pois as questões sociais e discriminatórias do homem negro, são distintas da mulher negra. E problemas enfrentados pela mulher heterossexual, muitas vezes divergem das dificuldades da mulher homossexual. São infindas relações neste sentido.


Quando antes as leis antidiscriminatórias tratavam de forma diferente aspectos como raça, gênero ou orientação sexual, hoje a interseccionalidade traz à tona demandas distintas de grupos, que sempre foram tratadas como iguais.


Identificar estas distinções, apesar de difícil, deve fazer parte da nossa lógica social, e principalmente dos nossos governantes. Saber aceitar as diferenças é mais importante do que fingir que somos todos iguais. E saber das características opressoras e oprimidas dentro de si, é um passo significativo no caminho da construção de um mundo mais justo.


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